domingo, 20 de setembro de 2009
Adamantina, 2057
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Apenas um alerta
sábado, 12 de setembro de 2009
Adamantina, 2050
“Corria o ano de 2012 quando Mauro Cardin e Alfredo Peixoto, desanimados com o resultado das eleições municipais, adquiriram suas motos Harley Davidson, modelo chopper, e caíram na estrada rumo a um projeto pedagógico na Amazônia. O objetivo era ensinar português aos filhos dos cupuaçuzeiros que habitavam as florestas daquela região.
“Diante da distância e dos riscos da viagem, os dois gastaram várias semanas nos preparativos. Depois que ficaram prontas suas vestes de couro, que muito lembravam as de Peter Fonda e Dennis Hopper no lendário filme ‘Sem Destino’, ambos partiram para aquelas que seriam suas últimas aulas.”
Enxugando os olhos, o grande orador e inesquecível ex-prefeito Bruno Soares (gestões 2017-2020 e 2021-2024) se recorda da ciumeira que teve de enfrentar por ocasião do lançamento de sua candidatura em 2016 e explica à plateia que, já em 2009, sua vitória eleitoral houvera sido profetizada pelos dois homenageados. E, com a voz embargada, continua: “Lamentavelmente, meus amigos, ao chegarem à Reserva Aripuanã, em Rondônia, nossos heróis foram capturados por ferozes índios cintalargas.
“Levados à aldeia, ambos foram submetidos a um cruel julgamento pelos pajés da tribo que, assustados com o símbolo de bandeira pirata da jaqueta do professor Alfredo, composto de caveira e ossos cruzados, tiveram a visão de que os educadores adamantinenses seriam a reencarnação de antigos inimigos antropófagos. Os nativos decidiram então resolver a questão ao modo tradicional, ou seja, na base da borbuna (porrete usado para matar garimpeiros) .”
“Essa homenagem é mais do que justa”, observam alguns alunos. “Por que será que esses dois nunca tiveram uma chance?”, perguntam-se uns poucos professores.
Após tomar um gole d’água, Doutor Bruno retoma seu discurso, agora para exaltar o mérito do terceiro homenageado.
“E saibam, meus amigos, que o professor Galvão, apesar de pequenas diferenças no modo de agir, também foi injustiçado. A começar pela perda da direção do partido político que mais amou. Isso aconteceu bem na época em que o grande professor e emérito político lutava por grandes projetos culturais, como a aquisição de livros em hebraico, japonês, latim, coreano e javanês para a biblioteca municipal. Outra coisa, vocês sabiam que a Academia Adamantinense de Letras também foi ideia desse inesquecível educador?
“Pois é, infelizmente, o destino também aprontou com o professor Galvão, que nunca imaginou que ser o primeiro presidente de uma academia de letras como a nossa era um enorme risco para a saúde.
“Agora que todos conhecem a história de nossos homenageados, declaro inaugurado o Bloco de Letras Aripuanã e suas alas Alfredo Peixoto, Mauro Cardin e Luiz Carlos Galvão. Obrigado a todos!” A seguir, Doutor Bruno faz demoradas reverências diante das imagens de santo do recinto e manda benzer as dependências. “O tempo é o senhor da razão!”, murmura o velho padre encarregado da tarefa. “O que disse, Padre?”, indaga o erudito. “Nada, nada...”, responde o quase centenário pároco local já iniciando sua sacra missão.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Uma vergonha...
domingo, 6 de setembro de 2009
Manifesto de um cronista
1) Quando será que os políticos adamantinenses vão entender que é preciso dar algum tipo de incentivo aos empresários que acreditam que a educação pode trazer mudanças positivas para a sociedade e, consequentemente, liberam seus empregados em horário de expediente para as atividades universitárias exigidas pelos cursos da FAI?
2) Quando será que os políticos adamantinenses darão destinação correta ao terreno existente ao lado da Camda, fruto de uma luta de vários anos do saudoso Dr. Cândido Jorge de Lima, deste humilde cronista e do petista João Grandão? Será que no local não daria para construir uma dessas creches modelo que o governo Lula anda distribuindo aos montes, uma vez que a EMEI da Cecap foi edificada ao lado do cemitério, portanto em lugar inadequado?
3) Quando será que os políticos adamantinenses vão entender a necessidade de contratação de enfermeiras para as creches, para ministrar medicamentos e prestar os primeiros socorros às crianças em caso de acidente? Aliás, em agosto de 2008 fizemos essa proposta à Prefeitura e, para resguardar o direito das educadoras das EMEI’s, encaminhamos cópia à Câmara e ao Ministério Público. Se tais justificativas não bastam, que tal lembrarmos a gripe suína?
4) Quando será que os políticos adamantinenses vão perceber que muitas leis municipais precisam ser revistas, pois da forma que estão atrapalham o desenvolvimento do município? Um exemplo é a lei sobre doação de terrenos (áreas comerciais ou industriais), que impede os empresários de fazer financiamentos com o menor juro dos últimos 40 anos. Detalhe, o professor Rogério Buchala está buscando legislação de outras cidades para adequá-la a Adamantina. Essa tarefa não seria de nossos políticos?
5) Quando será que os políticos adamantinenses vão criar coragem para desviar da cidade os caminhões de cargas fétidas que transitam por nossas principais ruas e avenidas? Em tempo: qual será o motivo que impede a Prefeitura de pôr em prática a alternativa (ao anel viário oficial) que meses atrás apresentamos para resolver essa lamentável situação?
6) Quando será que os políticos adamantinenses vão notar que a grande quantidade de imóveis com placas de vende-se ou aluga-se pode ser sinal de que alguma coisa muito ruim está para acontecer na cidade? Seria isso reflexo do aumento desenfreado de loteamentos no município? Ou seriam os primeiros sintomas de que é chegada a hora de dar mais dinamismo à nossa faculdade?
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
O que pensa o cidadão adamantinense?
Na última semana, após esperarem bem mais de 30 minutos na fila do banco, a insatisfação das pessoas era visível. Havia apenas um caixa. Não são muitos os cidadãos que sabem que no município, desde 2005, há uma lei regulamentando o tempo de espera nas filas. Mas o que pensa o cidadão adamantinense ao ver que, na prática, seus direitos não são respeitados?
A administração pública convoca os munícipes para participar de conselhos, reuniões sobre trânsito, sessões da Câmara, etc, mas o baixo comparecimento mostra a pouca importância que a população dá a esses encontros.
Por que a pessoa deixaria trabalho, família e lazer para participar de algo que não vê funcionar? Por que estar presente, se nos assuntos corriqueiros que lhe dizem respeito a atuação do poder público sequer é percebida?
O que pensa o cidadão adamantinense ao esperar tanto tempo numa fila? Ao passar por calçadas mal arrumadas pela concessionária de água e esgoto e saber que assim vão ficar? O que pensa ao saber que a lei que restringe a entrada de menores de 16 anos em certos locais muitas vezes não é cumprida? Que mesas tomam as calçadas mesmo sendo proibidas? Que filhos da classe média consomem drogas nas festas, mas os jornais só noticiam as apreensões feitas na periferia? O que pensa ao ouvir que seus representantes processam ou intimidam quem critica seu trabalho? O que pensa aquele que acorda de madrugada para ficar na fila do posto de saúde e muitas vezes é mal atendido no pronto-socorro? E ao ver a festa popular da cidade ser cancelada, enquanto Tupi Paulista, Junqueirópolis, Presidente Venceslau, Presidente Prudente e Barretos mantêm suas programações?
Muito se discute sobre a participação popular nos rumos de Adamantina, mas como trazer a população para as grandes discussões, se nas pequenas coisas ela não se sente representada? Assuntos como desenvolvimento da região, hospital regional e qualquer outro tema importante perdem a força sem a atenção do público.
Em Nova York, na década de 1980, uma das políticas para revitalizar a cidade era fazer o poder público presente. Nenhuma vidraça quebrada, nenhum prédio deteriorado, nenhum crime sem punição. A mudança de postura da população foi visível. Deu certo principalmente porque a comunidade se sentiu representada e aderiu à proposta.
Não se espera que o cidadão adamantinense pense em política depois de esperar em pé quase uma hora para pagar suas contas e de saber que muitas vezes as leis são letras mortas.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Pensando no exemplo de Botucatu
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Expectativa de uma grande avenida
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Apenas três suspeitas... Será?
Este seria o terceiro caso suspeito na cidade: um homem de 57 anos estava internado, mas seu estado clínico melhorou e uma mulher de 36 anos faleceu na última semana. Duvido que estes sejam os únicos casos suspeitos em Adamantina.
A segunda suspeita, só foi noticiada após a primeira morte. Apesar da insistência da imprensa em obter informações e alertar à comunidade – ainda mais – sobre a doença. Mesmo assim, as autoridades locais “lavaram as mãos” e permitiram eventos públicos com grande aglomeração de adolescentes.
Não podemos parar de viver, é obvio, no entanto, como dizia minha avó “caldo de galinha e precaução não fazem mal a ninguém”. Enquanto isso, autoridades de Osvaldo Cruz – mesmo equivocadas – divulgaram um ‘pseudo-caso-confirmado’ e alertaram a população. Dias após, identificaram um ruído de comunicação e corrigiram a informação.
Aqui, a ‘cortina de fumaça’ continua. No jogo de bastidores, a população é prejudicada pelo ‘medo’ de divulgar e pela presteza em ‘omitir’.
Há algum tempo, atuava em um jornal de Adamantina quando noticiei o pior índice de mortalidade infantil da história da cidade, dados assustadores, semelhantes aos encontrados em países da África... Eram dados oficiais, porém, muitos ‘poderosos’ ficaram raivosos com a divulgação de tal informação.
Depois disso, senti na pele ou nas páginas, como preferir, o poder do controle da informação. Naquela época, buscava todos os dias da semana obter uma única informação, entretanto, apenas um jornal a conseguia.
Estava instaurado o novo sistema de direcionamento e manipulação. Antes, atuavam como censores nas redações, agrediam psicologicamente, agora, controlam a informação e a direcionam como querem e a quem preferem.
A informação saía das “salas brancas” direto para as páginas do ‘jornal escolhido’. Nenhum questionamento, nenhuma vírgula alterada, nada. Apenas o nome do autor era alterado (pra não dar na cara, é lógico!). E, apesar da “orientação expressa”, a assessoria de imprensa, muitas vezes, lia a matéria depois de publicada ou se curvava à grosseria do ‘poderosão’.
Sei disso porque, durante este processo de controle de informação, trabalhei no ‘jornal escolhido’ e presenciei esta atrocidade. O jornal não tem culpa, afinal todo veículo de comunicação luta para ter exclusividade. A grande mídia até paga!
Dito isso, somente um fato poderá sanar minhas dúvidas quanto ao número de casos suspeitos de Gripe A (H1N1) em Adamantina: analisar o registro de distribuição de medicamentos à base de Oseltamivir (Tamiflu). Caso contrário – com dos fatos citados acima – duvido!!!!!
sábado, 22 de agosto de 2009
Uma receita e um resumo
No entanto, essa dieta milagrosa exige algum sacrifício. Feita a ressalva, vamos à receita: 1) O doente precisa acordar antes do sol nascer para, ainda em jejum, tomar o suco de sete maracujás sem açúcar e com as sementes trituradas. 2) No almoço deve comer sete pés de alface temperados com sete colheres de vinagre de maracujá. 3) No jantar repete-se o cardápio. Se tudo correr bem, na noite do sétimo dia de tratamento (que dura sete semanas) o doente pode comer sete colheres de mousse da mesma fruta e tomar uma colher de mel.
Agora com a consciência mais tranquila por essa dica para relaxar os nervos do pessoal que tem visto motivo para briga em tudo, vejamos os fatos que marcaram a semana. Na segunda, por falta de energia elétrica, a sessão dos vereadores, realizada em parte sob a luz de um romântico farolete, transcorreu na mais perfeita harmonia. O lirismo da histórica noite só não foi maior porque alguém, depois de arrolar fortíssimos argumentos, se autoproclamou “presidente” de certa bancada parlamentar. Comenta-se que tenha sido essa bombástica declaração que queimou o transformador da Caiuá, o que é mera especulação.
Mesmo sem o romantismo da sessão legislativa, dois outros fatos também são merecedores de registro: o depoimento de valorosos vereadores na delegacia de polícia sobre o famoso caso das telhas e a publicação, lado a lado, da réplica do “capitão” do Íbis e da tréplica do “presidente” do Cosmos, na polêmica discussão sobre o futuro de nosso saneamento básico. Pelo visto está aí mais uma queda de braço que não vai ter vencedor.
Enquanto isso, a popularidade da “presidente” do Palestra da Alta Paulista continua crescendo. Até abaixo-assinado pedindo sua volta à direção da equipe que liderou por mais de três anos vem sendo articulado por ex-comandadas. Quem não vem tendo a mesma sorte é o meiocampista do Íbis que já foi presidente da Câmara duas vezes. Apesar de ser muito habilidoso, no atual esquema tático da equipe o craque não tem vez. A bola continua sendo lançada da defesa para o ataque sem passar por ele.
Enfim, meus amigos, por esse resumo dá para notar que a semana não foi das piores e que encerro minha crônica sem falar do “Faz-me-rir”. É que o time dos partidos nanicos não gerou nenhuma novidade que mereça ser mencionada; aliás, o “Faz-me-rir” não vem acertando um lance, sai mal na foto (Ririri!...) e há muito tempo sequer consegue fazer a bola passar do meio de campo. Fui.