A simples transcrição de informações, na maioria das vezes oficiais, já aborrece grande parte dos que leem jornal em Adamantina. Nas raras vezes em que erros são apontados há a sensação de que o redator o faz cons-trangido, pois tece longos elogios à secretaria implicada e deixa claro que o problema não só é pontual como também logo será resolvido. Fica sempre a impressão de que tal veículo de informação não quer deixar descontente o seu maior anunciante.
Os adamantinenses não entendem, por exemplo, por que os assuntos referentes à FAI nunca são tratados com a devida importância. Há pouco tempo, um editorial classificou como “central de boatos” aqueles que, sem informações precisas, “discutem nas esquinas” os problemas da instituição. Se existem “boatos”, fica evidente a falta de esclarecimentos, seja por parte da imprensa, seja por parte da assessoria da faculdade, que raramente presta esse serviço. Possíveis contratações irregulares, falhas em concurso, gastos excessivos com site, diminuição de alunos e problemas financeiros são questões que ficaram à margem da imprensa em 2010.
Mesmo com a candidatura da situação “lançada” em cadeia de rádio, a oposição não consegue articular seus nomes. Ex-prefeitos, ex-secretários, ex-diretores, atuais mandatários, ninguém ainda conseguiu juntar meia dúzia de adeptos. Como nos últimos anos essas pessoas estiveram alheias aos importantes temas locais, agora fica estranho desejarem convencer a opinião pública de que lhes importa aquilo que por tantos e tantos anos não lhes importou.
Não entendemos também como nenhuma autoridade questiona por que Adamantina tem um dos combustíveis mais caros da região. Cidades próximas como Dracena, Junqueirópolis, Lucélia e Osvaldo Cruz têm preços muito melhores. Ou por que, mesmo com inúmeras reclamações, a temporização dos semáforos ainda não foi adequada à realidade do trânsito.
Todas essas questões mostram a incoerência entre o discurso de nossos políticos e os seus atos; o que não deixa de ser uma manifestação de desprezo pela inteligência dos cidadãos. Finalmente, vale perguntar: onde estão nossas lideranças para cobrar um pouco mais de empenho de nossos gestores públicos para melhorar a vida dos munícipes?