quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Cincão


video
Mais um curta-metragem do cineasta Cacá Haddad. Gostem ou não é cultura autóctone, feita por um adamantinense, com produção adamantinense.

É apenas o trailer, mas vale a pena conferir o fime todo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Já fui ameaçado por matérias que fiz, afirma Everton Santos no ‘Cultura Livre’


No último sábado, dia 6, o programa ‘Cultura Livre’ bateu papo descontraído com o jornalista Everton Santos. Publicitário e jornalista formado pela FAI, Everton trabalhou nos jornais Diário do Oeste, Impacto e Independente, da cidade de Lucélia e, por conta disso, comentou a atuação do ‘quarto poder’ em nossa cidade, como também sua militância na política, onde ventilaram seu nome para pleitear o executivo, em 2004. 

A entrevista, muito descontraída, abordou temas interessantes de sua carreira jornalística, como as polêmicas reportagens feitas sobre a prostituição infantil no trevo da cidade, onde ele e seu amigo, Eduardo Graboski, passaram horas de ‘tocaia’ esperando o melhor momento para fazer a reportagem e tirar fotos. Contou ainda que a matéria esteve pronta alguns dias antes de ser publicada, mas para não atrapalhar a atuação do Conselho Tutelar, esperaram o momento propício para divulgá-la a população. Everton fez críticas ao poder público, pois afirmou que não adianta a imprensa denunciar e investigar se as autoridades competentes não fizerem seu papel.

Afirmou ainda que manteve várias atritos com a política editorial dos jornais que trabalhou, pois, como já afirmaram Sergio Vanderlei e Antonio Vitor no ‘Cultura Livre’, a imprensa sofre influência de grupos políticos e econômicos da cidade. Sobre a questão, Everton comentou sobre as inúmeras ameaças que sofreu por suas reportagens, no qual, em um momento extremo, foi ameaçado por um cidadão que vaticinou um possível ‘acidente’ que ele sofreria no trânsito com sua moto.

Sobre sua participação na política local, o entrevistado relembrou sua pré-candidatura a prefeito de Adamantina, na época pelo Partido Verde. Disse que, com apenas 23 anos, entendeu que poderia ser uma alternativa a política local, mas que saiu antes do pleito pois ‘forças obscuras’ usariam o palanque para outros fins. Relembrou de um fato pitoresco dessa época, na qual, para retirar sua candidatura, teve que brigar, fisicamente, com um membro do partido.

Mesmo assim, hoje filiado a outra agremiação política, entende que os partidos políticos são importantes para desempenhar mudanças em nossa cidade. Nesse momento, comentou sobre alguns partidos locais e algumas cúpulas que, no seu entendimento, são antidemocráticas. No fim da entrevista, afirmou que no momento não pensa em se candidatar a vereança, mas que por seu interesse pela cidade não é um pensamento a ser descartado.