domingo, 6 de julho de 2008

7 de junho: Dia da liberdade de imprensa

Sérgio Barbosa (*)

“Que bobos, eles pensam que os jornalistas escrevem com as mãos”
(Antonio Maria)

Teve um tempo neste país do faz de conta que falar ou escrever a verdade eram para poucos, assim como, assumir posturas contrárias às normas vigentes num lugar fora do contexto plural em meio aos desmandos dos golpistas de sempre, aqueles que aparecem na calada da noite para roubas nossos sonhos e utopias de um amanhã sem medo do escuro.
Neste contexto, entre encontros e desencontros do mesmo tempo, surgiram muitos profissionais que mostraram sua cara e não tiveram medo de apanhar dos pseudodemocráticos do presente, se bem que, ainda hoje, elles estão em todos os lugares, como sempre, vigiando e punindo os sonhadores de plantão em tempo de globalização.
Entre os desafetos do poder vigente no país do faz de conta, pode-se destacar o jornalista Antonio Maria, que após publicar vários artigos e reportagens condenando as práticas do outro lado em sua coluna diária, foi perseguido e sofreu violência por parte dos vigias da noite em seu tempo. Teve as mãos pisoteadas pelos agressores numa tentativa alheia a livre expressão do pensamento jornalístico. No dia seguinte a agressão sofrida pelos covardes de sempre, cunhava a seguinte frase em sua coluna jornalística: “Que bobos, eles pensam que os jornalistas escrevem com as mãos”.
Hoje, 7 de junho, comemora-se o Dia da Liberdade de Imprensa, sendo que, no próximo dia 10 de junho o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Duas datas importantes em tempo de mudanças no país do faz de conta, assim, cada vez mais, é preciso estar em conexão com as transformações que chegam pelas portas da globalização num cenário pós-moderno para o país do faz de conta.
Recentemente, a província foi bombardeada em várias áreas pela mídia local, proporcionado aos leitores uma outra visão sobre a história ou estória, como alguns preferem, quando denuncias foram impressas nas pautas dos jornais em foco.
Mas, como era de se esperar, muitos gritaram e fizeram ameaças a liberdade de expressão no país do faz de conta, mesmo assim, os jornais mantiveram suas posturas frente aos desmandos de sempre na província, delimitando desta forma, postura ética frente às propostas em tempo de liberdade de imprensa.
Nem sempre se pode falar/escrever isto ou aquilo, mesmo neste novo tempo, quando não vale muita coisa assumir posturas éticas frente ao pseudopoder vigente como meio de manter uma democracia frágil e sem compromisso com a sociedade brasileira em nível mundial.
Parabéns aos profissionais da comunicação em todos os níveis de atuação, pois, mais do que nunca, hoje colhemos os frutos plantados ontem, quando a luta pela liberdade de imprensa no país do faz de conta foi decisiva para a redemocratização do cenário tupiniquim, bem como, para novas posturas frente aos ventos da liberdade de imprensa.

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(*) Jornalista profissional diplomado e professor universitário.

4 comentários:

bruno soares disse...

Sérgio,

Você acha possível haver em Adamantina uma imprensa minimamente independente?
Em uma cidade pequena, conservadora, onde as relações sociais são extremamente valorizadas, quais as chances dos meios de comunicação ter uma postura editorial autônoma?

Abraço

Valeu pelo artigo!

Sebar disse...

BRUNO:
em terras provincianas, a liberdade de imprensa está além da nossa imaginação, pois, de um jeito ou de outro, a mídia local, bem como, regional, anda de "mãos dadas" ou "atreladas" com o poder pelo poder...
Sebar

Cacá Haddad disse...

É isso aí Sérgio!!! Agora temos um espaço de discussão. A partir de agora, as mãos pisoteadas, seja pelo anônimato, seja pela covardia, terão mais um espaço para crescer e aparecer. Só espero que o próximo passo dos calhordas de plantão, não seja amputar nossas mãos e língua. Se assim o fizerem, criaremos novos códigos, para nunca deixar de proclamar a nossa humilde opinião.

Cacá Haddad

Sebar disse...

acredito que neste novo tempo que se chama hoje, a tal liberdade anda amarrada em algum poste do pseudopoder provinciano em terras tupiniquins, também, não se pode esquecer que o PAÍS DO FAZ DE CONTA foi invadido com a CRUZ NA FRENTE E A ESPEDA ATRÁS OU POR TRÁS, vai saber...
SEBAR