segunda-feira, 28 de julho de 2008

Cadê nosso anel viário?

Dizer que o poder público é, com raras exceções, lento em perceber as necessidade da população é chover no molhado. Porém é papel da imprensa ser insistente e, apesar dessa insensibilidade clássica, dar visibilidade aos problemas na esperança de que um dia haja solução. Há tempo, salta aos olhos da população, que o tráfego de caminhões pesados pelo centro da cidade vem provocando sérios transtornos.
Além de perigoso à integridade física dos transeuntes, dificulta o fluxo de carros. Há também de mencionar o incômodo dos odores deixados nos rastros. Ao transportar produtos fedorentos, os caminhões, por onde passam, exalam mau cheiro, algumas vezes, dando a impressão de estar transportando carniça a céu aberto. Imagine isso pelo centro da cidade. Há registro de que o fedor permanece quase 15 minutos incomodando pessoas. Quando caem pelas ruas restos de carga, o fedor tende a permanecer por mais tempo.
Sabe-se que situações dessa natureza são inevitáveis num ambiente de desenvolvimento econômico. Porém, algumas medidas poderiam atenuar o problema. Bastaria que o poder público, além da fiscalização necessária, tomasse algumas iniciativas. Dentre elas, destaca-se a construção de um anel viário. Aliás, cidade de porte menor do que Adamantina, já tem seu anel viário. Esse é o caso de Valparaíso, Quatá e Cândido Mota.
Há tempo, o problema vem incomodando a população adamantinense, principalmente do centro da cidade. Entretanto até o presente momento quase nada foi feito para por fim a essa situação. O anel viário não só beneficia a população como as empresas instaladas na região oeste da cidade. Afinal, o anel, com adequada pavimentação, ajudaria no fluxo e, certamente, diminuiria prejuízos provocados por frenagens e solavancos dos caminhões. Até mesmo o erário municipal seria beneficiado na medida que se evitaria o tráfego de pesados caminhões sobre as frágeis camadas de asfalto sobre as ruas da cidade.
Enfim, quem sabe, neste período eleitoral, o problema ganhe visibilidade e logo encontre a adequada reposta. Até agora, o que se vê é apenas a insensibilidade da Administração, de vereadores e líderes políticos.

10 comentários:

Lucas Lima disse...

Parabéns professor Galdino pelo artigo


Resumidamente, observa-se que existem muitos tramites burocráticos até a conclusão de uma obra dessa monta. Pretensioso ensaiar aqui outro comentário sobre esse grande projeto

bruno pinto soares disse...

Rubens,

Em uma conversa com o Toninho Moreno ele me explanou essa mesma questão, dando dados sobre a nova rota a ser efetivada.
Entretanto, me pergunto se esse empreendimento são seria de grande vulto para as posses e tb para o capital político de nossa cidade.

Abraço

Cacá Haddad disse...

Oi Rubens,

Gostei do artigo. Acho que temos que cutucar para que as coisas aconteçam, mas discordo quando diz que a administração está insensível quanto ao problema. Acho que muita coisa deixou de ser feita em Adamantina nos últimos anos e somente agora estão dando atenção. Devagar as coisas acontecem, afinal com passos de tartaruga a administração está vencendo certas lebres. Não é mesmo?
Continue cutucando.

Saluti,

Cacá

Anônimo disse...

Olá, Antonio Carlos, grato pela participação. Quando falo de Administração não me refito à do Kiko apenas.Digo, de mum modo geral, a insensibilidade é rotineira em todas. Como cidadão, que paga impostos, acho que por mais que se faça ainda é muito pouco. Senão vejamos: observe a nossa rodovia SP-294. Ela é um protótipo das demais. Eu nunca comparei a do Kiko com a do Laércio. Cada uma tem sua especificidade. Aliás, sempre fui um crítico da adminsitração do Laércio. Tenho provas e muito sobre minha posição em relação a Laércio e fui até penalizado por isso. Mas, isso pouco me importa. Seja quem for, está no comando deve ser tratado servo do povo e não senhor de nossa vidas. Abraços, Rubens

Anônimo disse...

Lucas, obrigado pela participação. Grato, Rubens

Anônimo disse...

Caro Bruno, caro é algo relativo. Quando a FAI foi projetada não havia dinehiro em caixa. Aliás, quantos não diseeram que o projeto era uma loucura. Aí está a FAI, obra feita com sonhos, desafios e lutas... Vontade política e sabedoria na articulação é fundamental. Grato, Rubens

Lucas Lima disse...

Com um humilde comentário, Professor Galdino porque usa anônimo seria o mesmo anônimo que preferiu ofensas a minha pessoa e a outros neste espaço?

Bruno Pinto Soares disse...

Eu acredito que o professor Rubens se equivocou na hora de colocar o nome. Tenho certeza que ele não é o anônimo e que aconteceu um erro na hora da escolha. Prova disso é sua identificação no final do texto.

abraço

Fabio Ortega disse...

Professor Rubens

Referente a seu artigo, um anel viário precisara de um estudo aprofundado sobre o tema como ,qual o fluxo de caminhões e qual a rota que eles percorrem,há danos comprovados, o citado anel viário passaria por qual região da cidade? Qual o custo desta obra? Temos recurso para isso?E por ai vai. Um abraço professor

Lucas Lima disse...

Professor Galdino. Desculpe-me discordar do comentário que fez ao menino Bruno, mas se não me falhe a memória a Fafia e a Feo tinham alguns milhões disponíveis que foi utilizada na compra do terreno onde esta construída o campus dois da Fai. E com esse mesmo dinheiro foi dado inicio na construção do referido bloco um.